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9 de nov de 2010

Concurso: Prazer arquivístico

A Arquivista

Ela entrou no arquivo como de costume. Vestido preto realçando sua pele clara, com um leve decote nas pernas. Colocou as luvas e em seguida a máscara, para evitar que o cheiro do local afetasse seu olfato aguçado.
Logo me aproximei. Queria ver de perto se o fundo arquivístico que ela ostentava ter era mesmo tudo aquilo. E era. Um documento com tanta informação precisaria de horas para ser classificado. Era uma espécie jamais vista, não se enquadrava em tipologia alguma.
Disse a mim mesmo: Não tema! Fui adiante, fitei seu olhar e ela correspondeu mordiscando suavemente a ponta dos lábios. Era o sinal que eu precisava. Fui sedento a seu encontro.
Joguei-a com força contra o arquivo deslizante de forma que encaixássemos um arranjo perfeito. Seu ciclo vital era intenso: Foi uma, duas, três classificadas. Não havia recolhimento! Ficamos ali por horas. O desejo que até então classificaria como corrente parecia ter se tornado permanente.
Quando dei por mim não acreditei no que havia acontecido. Sim! Dei tratamento a toda aquela massa documental acumulada. O fato que até então tinha apenas valor administrativo virou histórico. Nunca mais nos encontramos...





Após este ''breve relato'', tome por base o modelo acima e construa um pequeno texto. O melhor texto será premiado com um delicioso kit surpresa. Vale a pena conferir! Válido apenas os textos postados até o dia 30/11/2010.
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A Arquivista

Ela entrou no arquivo como de costume. Vestido preto realçando sua pele clara, com um leve decote nas pernas. Colocou as luvas e em seguida a máscara, para evitar que o cheiro do local afetasse seu olfato aguçado.
Logo me aproximei. Queria ver de perto se o fundo arquivístico que ela ostentava ter era mesmo tudo aquilo. E era. Um documento com tanta informação precisaria de horas para ser classificado. Era uma espécie jamais vista, não se enquadrava em tipologia alguma.
Disse a mim mesmo: Não tema! Fui adiante, fitei seu olhar e ela correspondeu mordiscando suavemente a ponta dos lábios. Era o sinal que eu precisava. Fui sedento a seu encontro.
Joguei-a com força contra o arquivo deslizante de forma que encaixássemos um arranjo perfeito. Seu ciclo vital era intenso: Foi uma, duas, três classificadas. Não havia recolhimento! Ficamos ali por horas. O desejo que até então classificaria como corrente parecia ter se tornado permanente.
Quando dei por mim não acreditei no que havia acontecido. Sim! Dei tratamento a toda aquela massa documental acumulada. O fato que até então tinha apenas valor administrativo virou histórico. Nunca mais nos encontramos...





Após este ''breve relato'', tome por base o modelo acima e construa um pequeno texto. O melhor texto será premiado com um delicioso kit surpresa. Vale a pena conferir! Válido apenas os textos postados até o dia 30/11/2010.

34 comentários:

Thais disse...

caramba...essa é dificil hein.... vai ser dificil superar esse seu "breve relato"....

Rodrigo Gadita Calazans disse...

Nossa, caramba nunca tinha visto tanta indecencia no arquivo assim desde que nossos coleguinhas da imprensa comessaram a namorar!

Ivina Flores disse...

O Estagiário....

Primeiro dia de estágio... O estagiário feliz da vida, pois conseguira estagiar no PRIMEIRO semestre após árdua discussão com a coordenadora do curso. Calouro, nem sabia ao certo o que era a Arquivologia.
Procurou o RH, foi apresentado à equipe, fez ambientação. Tudo corria com normalidade, embora o estagiário não tivesse certeza se aquele procedimento era padrão, uma vez que nunca havia trabalhando antes. Sabe como é, pai procurador e mãe auditora fiscal: dinheiro nunca foi problema.
Enfim, foi ao arquivo, iniciar suas atividades. O arquivista, então, disse “ muito bem, pegue aquela caixa e me mostre os documentos”. Eis que o estagiário retirou a caixa da prateleira e sem cerimônia abaixou as calças mostrando SEUS DOCUMENTOS. O arquivista olhou aquilo e disse rindo horrores! “ Bem, neste caso, precisaremos de duas caixa... vejo que temos pelo menos 2 metros lineares de documentos aqui. ”

John disse...

kkkkkkkk..Muito bom xD Essa também foi baseada em fatos reais? rs

Fabrício disse...

HUhHuhAUHauHUAUhuaa Vcs são ótimos! Pegaram o espírito da coisa: Brincadeira. Ívina, seu texto tá ótimo, pelo menos por enquanto o prêmio é seu! rs
P.S: Uai Jhonny?!?! Como assim " Essa também foi baseada em fatos reais?" o.O Toma tenência rapaz! rs

Fabrício disse...

Ah! Só mais uma coisa (eu precisava dizer isso) Essa foto tá demais! hasuhasuhuashuhsuhuaa

May Portela disse...

Claro que o prêmio e da Ívina (POR ENQUANTO) só tem o post dela rs. Temos que ser arbitrários nos comentários... Mais FATO ri mto qnd li o textinho, ta muito bom....

Anônimo disse...

o da Ivina tem 12 linhas, deduro mesmo huahauhaha

Matheus Brito disse...

AUhuahuahuahuahuahua

Muito bom

Ivina Flores disse...

esse anônimo é um invejoso.... tem 12 linhas pq não consigo conter minha criatividade...
Pena que criatividade eu não posso emprestar... Criatividade nasce na pessoa...
Sorry!

AUrquivo bom pra cachorro disse...

Saudações Caninas Diplomática do Prazer!

É com grande SatisfaCÃO que estamos aqui para anunciar o nosso novo blog o : AUrquivo Bom pra Cachorro!

http://aurquivobompracachorro.blogspot.com

John disse...

Au au..

Disfarçado, como um Agente
Penetra devagar no escritório
Fazendo sua secretária se assustar
Ele parecia alterado, com pressa
Tanta acidez, fez com que
Deixasse a secretária
com o cartão perfurado
E sem muita conversa
eles terminam alguns anais na mesa
E então, partiu para o arquivo.

Anônimo disse...

kjh

Anônimo disse...

Continuando a história da Ivina...
Depois de ver toda aquela DOCUMENTAÇÃO, e sabendo que não conseguiria fazer uma GESTÃO com aquilo, o arquivista recorre ao Serviço Terceirizado de uma empresa tradicional em Organização e GUARDA DE DOCUMENTOS em BSB e que possui filiais famosas na Praça do Relógio em Tágua e no Conic.
Ao chegar no local a prestadora de serviços realiza o DIAGNÓSTICO e admite:
- Vou ter que suar muito para realizar esse trabalho, que vai ser de uma PROFUNDIDADE imensa.
Ela tá cheia de vontade de trabalhar e logo inicia a gestão.Rapidamente ela se preocupa com a PRESERVAÇÃO do seu objeto de trabalho, e logo diminui a INCIDÊNCIA DE LUZ.
Começa o TRATAMENTO.Ela diz que seu trabalho se dá pelo PUTA². E logo pergunta ao detentor do documento como é a sua PRODUÇÃO, porque isso interfere diretamente na UTILIZAÇÃO.Depois de LEVANTAR OS DADOS eles conjuntamente entendem a TRAMITAÇÃO, ela logo diz:
-Então Vamos ter que começar o tratamento nos SETÓRIS, depois partimos para o CENTRAL.
Parte-se então para a fase de AVALIAÇÃO. Ela vê a importância e o VALOR daquela Documentação; CLASSIFICA e utiliza sua já elaborada TABELA DE TEMPORALIDADE, pra ver quanto tempo vai durar. Para continuar o trabalho e ralizar o ARQUIVAMENTO, ela procura ver se o local é seguro, se as ESTANTES são firmes, além de levantar dúvidas sobre o método: VARIADEX ou DUPLEX?
Tudo certo!Inicia o ARQUIVAMENTO, e que loucura! Foi um ARQUIVA e DESARQUIVA,ARQUIVA e DESARQUIVA por hora...até chegar no final do trabalho! Satisfação de todos!
Ela depois de se descabelar e suar muito afirma:

-Ô DOCUMENTAÇÃO difícil hein!Mas também com esse SUPORTE...Mas valeu , o ARRANJO ficou perfeito! E a DESCRIÇÃO...Sem comentários!

Adrielly Cristina Martins Torres disse...

Lembrei do blog de vocês quando assistir ao trailer do filme "De pernas pro ar". Já ouviram falar? Parece ser muito engraçado!
Muito legal o concurso e as histórias. kkkk.

:)

Ivina Flores disse...

Fabriciooooo
o meu é preto hein? kkkkkkkkkkkkkkkkkk

John disse...

Que filme é esse?? Brasileiro??

Rodrigo Gadita Calazans disse...

Está na hora de uma História verídica por isso vou postar minhas história e desejos heróticos...

Rodrigo Gadita Calazans disse...

Esse relato é real e aconteceu na aula de arquivo permanente 1 da prof. Darcilene. João pergunta para Leila:
- O seu fundo tem sido muito acessado ultimamente?
- Sim -respondeu Leila- meu namorado é muito assíduo.
- E qual é o foco do seu fundo?
- Pegar em sua bironga* e birongar em meu fundo, saindo do permanente e indo ao corrente.

Rodrigo Gadita Calazans disse...

*BIRONGA: instrumento arquivístico utilizado para juntar documentos avulsos em montinhos, para facilitar seu arquivamento. Alguns arquivistas a chamam de cinta. Essa terminologia foi criada pelo monitor Rodrigo Barros.

Rodrigo Gadita Calazans disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Rodrigo Gadita Calazans disse...

Aí vai outro relato real.

Rodrigo Gadita Calazans disse...

Outra vez a História se passa na aula da Darcilene. Desta vez a conversa é entre João e José.João pergunta para José:
- José como vai seu fundo?
- Muito bem João.
- E o seu fundo ainda tem muito espaço?
- Sim, se for para você tem todo espaço. Incluindo para o seu documento.

Rodrigo Gadita Calazans disse...

Esse outro relato é meio fantasioso e outra vez a bironga vai birongar o assunto.

Rodrigo Gadita Calazans disse...

O nome da história é a Gueixa do Arquivo

Rodrigo Gadita Calazans disse...

Seu parentesco asiático já era bem evidente, porém naquele dia ela decidiu ir para o arquivo com um kimono vermelho para atiçar o meu desejo. Ela sentou-se em cima da mesa que ficava na minha frente e para minha surpresa o seu documento estava exposto, e alí ficamos, eu e ela falando sobre a Ordem natural dos documentos, nesta conversa percebia que cada vez mais seu arquivo ficava corrente. Foi então que ela se aproximou de mim e sussurrou em meu ouvido:
- Para que a ordem natural do meu arquivo se mantenha, é necessário que sua bironga entre com força em meus documentos.

Rodrigo Gadita Calazans disse...

E só pessoal, espero que os arquivos de várias arquivista fiquem correntes com essas histórias e que as estantes fiquem firmes.

Rodrigo Gadita Calazans disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
May Portela disse...

Rodrigo essa história seria verídica e atêntica também???

Fabrício disse...

Rodrigo, obrigado pela participação, adoramos seus posts! Mas tente não mencionar nomes de pessoas conhecidas... A pedido da pessoa citada retiramos 1 post seu ok? Espero sua compreensão. Abraço!

A propósito, reitero a pergunta da May: "essa história seria verídica e atêntica também???"

Inês disse...

Essa é a história de Eloisa – uma arquivista que teve uma experiência muito profissional com um técnico de Tecnologia da Informação (chamado Armando).
A própria Eloisa que vai nos narrar esse acontecimento. Acredito que o uso da primeira pessoa vai tornar a história mais interessante!

Apreciem com moderação!

Parte 1:


A arquivista e profissional de TI.



“ Foi quando eu o convidei para ir ao Arquivo. Ele estava com algumas dúvidas técnicas e mostrando o meu fundo seria mais fácil de explicar. Saímos da sala e fomos direto ao Arquivo... Ele começou perguntando algumas coisas referentes à documentação. Dai a coisa foi mudando... começou a perguntar sobre as minhas relações de trabalho e assim a conversa foi ficando mais específica. Eu sabia que essa história de “dúvidas arquivísticas" era tudo um pretexto para ele ter uma boa oportunidade comigo. O que ele realmente queria era aproximar nossas disciplinas e áreas de atuação.
Embalados pela conversa, que estava para lá de profissional.. ele me agarrou e me deu uma carimbada. Protocolou-me por inteira, registrando cada centímetro e cada informação! Línguas naturais e documentárias se uniram. Ter atitude faz toda a diferença nessa hora. Foi, então, iniciado um grande debate informacional. Ali tinha profissionalismo viu... TOMA PAPAI!!!
Dai a coisa começou a afluir. Entusiasmado com o diálogo, ele me empurrou no armário de aço, muitas caixas vieram ao chão! Todo o meu trabalho espalhado. Mas nem me importei... Depois eu arrumava um estagiário para refazer isso por uma mão de obra beeem barata! Foi quanto o diagnóstico começou. Num cenário bem típico - armários, caixas e mesas empoeiradas com documentos sem classificação. E foi ali que a relação estritamente disciplinar entre Arquivologia e TI teve seu início.
Primeiro ele começou conferindo toda a minha documentação. Analisou e descreveu minuciosamente cada elemento... dos pés a cabeça. Fez direitinho a indexação dos pontos principais! Estar de frente com um profissional fazia realmente toda a diferença.. Ele entendia muito bem do assunto. Sabia exatamente o que fazer. E eu, como usuária daquele banco de dados muito bem trabalhado em todas as suas formas e estruturas, apenas gozei dos seus serviços na tentativa de recuperar o máximo de informações. Daí ele começou eliminando os meus elementos indispensáveis ao processo. Assim como uma higienização, ele foi retirando peça por peça. O documento precisava estar em adequada condição de uso. Eu também não perdi meu tempo e fui fazendo a higienização da documentação dele. Elementos desnecessários prejudicam o documento e sua tramitação. Foi quando extrai o último elemento... retirei com cuidado para não danificar o material. Daí o dossiê do Armando veio a tona!! E para quem acredita que tamanho não é documento... é por que não viram o que eu vi. Nunca tinha encontrado um processo tão extenso. Nem a bironga do Rodrigo conseguiu ser tão grande!!!!

Continua...

Inês disse...

Parte 2 (ainda mais picante):

Dai fiquei pensando se aquela documentação toda iria caber na minha caixa arquivo; nos meus fundos com certeza que não iria entrar. Verifiquei manualmente a autenticidade do documento. Eu não podia descartar aquela documentação. Resolvi que Armando precisava ter acesso ao meu arquivo pessoal ou melhor... íntimo! Era realmente necessário efetivar a tramitação documental. Aquela grande massa documental estava acumulada num suporte bastante significativo e precisava ir direto para o meu arquivo. Envolvemos o seu documento com um elemento de preservação que ele trazia consigo.
A tramitação ocorreu da melhor maneira possível. Passamos pela fase corrente (intensa entrada e saída da documentação do Armando) e fomos direto para a uma transação permanente, num fluxo ideal. Sua temporalidade era muuito grande. Realmente digna de um documento permanente. Tudo isso graças a uma boa gestão e uma boa relação transdiciplinar. Arquivologia e Tecnologia da Informação tem tudo haver - relação perfeita!! A partir daí, o milagre da Arquivologia aconteceu. Foi quando meu fundo recolheu inteiramente aquela documentação. Com certeza consegui atingi meu arquivo G! Ai não consegui me segurar!!! Em meus gritos chamei de Malheiros a Jardim!! Atingir o arquivo G é algo que poucas arquivistas já conseguiram. Nem a própria Bellotto conseguiu tal feito!

Segundos mais tarde, Armando me disse que seu banco de dados estava prestes a produzir e me enviar uma informação de grau sigiloso. Estava aguardando ansiosa. Mas quando ele ia me passar as informações...



Eu acordei encima do livro de diplomática da Duranti!!! Putsss.. Estava realmente atrasada para terminar o desafio da André!!! ”


kkKkkkk.. foi tudo brincadeira tá gente ;D

Parabéns ao blog por lançar uma proposta tão criativa!!!

Fabrício disse...

FRENÉTICO! kkkkkkkkkkkk

pri araujo disse...

As histórias estão bem legais galera, estão todos de parabéns!!! agora é so aguardar o resultado...heheh

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